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BNA intends to strengthen sales of foreign currency using credit cards

BNA intends to strengthen sales of foreign currency using credit cards

31st August 2016

The National Bank of Angola (BNA) intends to implement and enforce the sale of foreign currency to cover international credit card payments and money transfers, reducing in this way, the physical availability of banknotes in foreign currencies.

 

The information was revealed by the Governor of BNA, Valter Filipe, quoted by the Novo Jornal, adding that the central bank intends to strengthen the sale of foreign currency to commercial banks in order to make available previously captive foreign currency in accounts, ensuring the coverage of credit cards and international money transfers.

“We intend to sell foreign currency to banks so that gradually, cautiously and in an organised manner, banks begin to provide or authorize banking operations related to these accounts”, the governor revealed.

According to Valter Filipe, the measure was taken after meetings with representatives of financial institutions operating in the Angolan market to "understand the level of assets and the foreign exchange position of each of them."

Valter Filipe also stated that this decision aims to improve the credibility of the angolan banking sector in relation to the global financial system, in turn, requiring the  need to implement it in an "ethical and moral" form in the sector, directed towards the “service of a common good". "Families have been experiencing difficulties regarding the availability of foreign currency," and the central bank "does not have enough foreign currency [to cover all needs]. The Central Bank has directed currency on a weekly basis towards covering basic needs, such as travel, scholarships, study and health expenses”, the governor referred.

Last May, BNA governor acknowledged that the country was experiencing difficulties in accessing the international currency circuit, due to a lack in confidence from international regulators of the credibility of angolan institutions.

For Valter Felipe, the way to "guarantee that the State maintains its financial reputation is strict and controlled management of reserves, which are evaluated in being close to 24 billion US dollars".

 

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BNA pretende reforçar venda de divisas para cartões de crédito

 

O Banco Nacional de Angola (BNA) pretende implementar e reforçar a venda de divisas para a cobertura dos cartões de crédito e transferências internacional e reduzir a disponibilidade física das notas em moedas estrangeiras.

     

A informação foi revelada pelo Governador do BNA, Valter Filipe, citado pelo Novo Jornal, acrescentando que o banco central prevê reforçar a venda de divisas aos bancos comerciais para disponibilizar o dinheiro em moeda estrangeira cativo nas contas, garantir a cobertura de cartões de crédito e transferências internacionais.

“Pretendemos vender divisas aos bancos para que, de uma forma paulatina, prudente e organizada, os bancos comecem a disponibilizar ou a autorizar a movimentação das contas” – revelou.

Segundo responsável, a medida foi tomada após reuniões com os representantes das instituições financeiras que operam no mercado angolano para “perceber qual o nível de activos e o nível de posição cambial de cada um deles”.

Valter Filipe garantiu ainda que esta decisão pretende melhorar a credibilidade da banca angolana, junto do sistema financeiro mundial, sendo para isso necessário implementar “ética e moral” no sector e coloca-lo ao “serviço do bem comum”.

“As famílias têm estado a ter uma experiência difícil em relação à disponibilidade de divisas”, e o banco central “não tem moeda estrangeira suficiente [para cobrir todas as necessidades], estando a destinar divisas semanalmente para as necessidades básicas, como viagens, bolsas de estudo e despesas de saúde” – defendeu.

Em maio passado, o governador do BNA reconheceu, que o país estava com dificuldades em aceder ao circuito internacional de divisas, por dúvidas dos reguladores internacionais sobre credibilidade das instituições angolanas.

Para Valter Felipe, a única “garantia para o Estado manter a sua reputação financeira é uma gestão rigorosa e limitadas das reservas, que rondam os USD 24 mil milhões”.